A nova medida adotada pelo Ministro Paulo Guedes de criar uma nova CPMF, é uma bola fora se comparado com outras medidas que o mesmo vem tomando, para alavancar e destravar a economia. Uma ideia que já foi rejeitada por 73% dos brasileiros segundo pesquisa encomendada pela CNI em 2016.
Retirar do bolso do contribuinte R$ 150 bilhões anuais por meio de transações financeiras, é um assalto a mão armada. Claro, existe compensações que serão dadas a empresas para facilitar a contratação de funcionários, mas essa narrativa é antiga Ministro. Em 1994 quando foi criada a primeira CPMF, que tinha o intuito de levantar fundos para financiar a saúde, porém, foi bem mais além que isso.
O tributo foi prorrogado algumas vezes e teve sua finalidade modificada. A alíquota subiu de 0,2% para 0,38% e passou a cobrir também gastos com previdência, o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, e foi usada até para pagar os juros da dívida. Em 2007, ela acabou sendo extinta, após ter arrecadado R$ 223 bilhões durante sua vigência.
Bem, embora o governo afirme que vai compensar a volta da CPMF com redução de outros impostos, na prática o que sobressai para a população é a ideia de que haverá uma nova cobrança, inclusive porque o imposto sobre transações financeiras incide sobre um número maior de pessoas do que a cobrança sobre a folha de pagamento das empresas.
