Uma boa explicação para essa escolha é que a capital potiguar tem 300 dias de sol ao ano; outra é que oferece passeios diversificados, num raio de 100 km de distância (ou a menos de uma hora). Natal tem ainda a seu favor o custo-benefício.
Com menos de 1 milhão de habitantes, Natal é denominada a “esquina do Brasil” – se você olhar o mapa, perceberá que está na “virada” do Nordeste. Nos últimos anos a estrutura melhorou muito.

Vista panorâmica de Natal, com o Forte dos Reis Magos em primeiro plano — Foto: Setur Natal/Divulgação

O destino ainda tem excelente infraestrutura hoteleira: a maioria dos empreendimentos fica na Via Costeira, avenida expressa de 9 km entre o mar e o Parque das Dunas, inaugurada em 1985. Como não há nada perto desse polo hoteleiro, alguns turistas escolhem se hospedar em Ponta Negra, o bairro mais turístico.
Nesta matéria, relacionamos algumas dicas para você descobrir os melhores programas de Natal não apenas como um turista, mas para se sentir como um natalense.

Praias na área urbana
Natal tem praias urbanas propícias para o banho, nenhuma de grande destaque. São elas do Forte, na esquina com o rio Potengi, do Meio, protegida por arrecifes, dos Artistas, da Areia Preta e Ponta Negra. Boa parte dos locais aproveita a praia do Forte, que na maré baixa forma piscinas para banho. Ela está localizado próximo do forte e antes da ponte Newton Navarro.
Se você quer um pouco de beleza e menos gente, compensa deslocar-se 20 minutos para a praia do Cotovelo (foto acima), a primeira da estrada Rota do Sol, coladinha a Ponta Negra. Há como se deslocar de ônibus, táxi ou aplicativo, sem gastar muito, es o que encanta é o cenário com as falésias.

Descobrir a cidade
Há programas em Natal além da praia. Em um único dia, você realiza um tour interessante: comece pelo Parque da Cidade, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, e depois visite o Forte dos Reis Magos (1598), para entender a história da cidade – há uma pedra, o Marco dos Touros, motivo pelo qual os natalenses reivindicam o descobrimento do Brasil.
O bairro de Ponta Negra, o mais turístico, guarda um cartão-postal, o Morro do Careca.

Para compras, Ponta Negra tem uma feirinha de artesanato. Mas uma dica é o shopping Vilarte. O espaço, criado em 2017 para incentivar a arte e a cultura dos artesãos potiguares, vende renda de bilro, garrafas de vidro com areias coloridas, argila bruta moldada para criar seu rosto e rendas de Caicó, produzidas na região do Seridó. Há, ainda, loja com doces típicos nordestinos. 

Circuito Litoral Sul
O Litoral Sul é o passeio de bugue mais popular e vai em direção a Pipa, o destino de praia mais famosa do Rio Grande do Norte. São cerca de 80 km de percurso, passando por belíssimas praias, como Tabatinga, com parada em Parnamirim para visitar o maior cajueiro do mundo, com cerca de 8.500 m², hoje inscrito no “Guinness Book”, o livro dos recordes – ele disputa o título com o de Cajueiro da Praia (PI).

A última parada antes da travessia da lagoa Guarairas, para alcançar Pipa, é Camurupim, com seus arrecifes que formam piscinas naturais, e à lagoa de Arituba, com sua porção doce e salgada.
Circuito Litoral Norte
Há um “cardápio” recheado de boas opções nas agências de receptivo. O passeio de buggy é o mais popular. O circuito Litoral Norte começa travessia de balsa o rio Potengi para seguir rumo a dunas de Genipabu (o bugueiro pergunta se você quer “com ou sem emoção”, ou seja, com ou sem adrenalina). O importante é escolher um bugueiro experiente.
Em Genipabu, há um passeio de 20 minutos nas dunas e outro com percurso de 500 metros em um dromedário, primo distante do camelo. Os passeios começaram em 2000, depois que um empresário local importou seis animais da África e criou a empresa Dromedunas. Hoje, são cerca de 17 animais. Para o turista rende divertidas selfies.
O tour de buggy no litoral norte ainda faz paradas em lagoas da região, como a Jacumã, no município de Ceará-Mirim, a 35 km de Natal, para atividades como aerobunda (como foi apelidada a tirolesa), esquibunda (descer uma duna sentada em uma prancha) e kamikase (descer uma duna em uma prancha de bodyboard).

Mergulhar nos parrachos de Maracajaú
O programa clássico no Nordeste são as piscinas naturais. A 70 km de Natal está Maxaranguape, município famoso pelas dunas, praias, lagoas e principalmente pelas piscinas naturais. A região abriga os Parrachos de Maracajaú, a 7 km da costa, uma área de proteção ambiental 13 km de extensão com corais e águas límpidas, perfeitas para mergulhos com snokel ou cilindro. 
Bate e volta a Pipa
Pipa é uma vila charmosa, uma espécie de “Búzios do Nordeste”. Com a vantagem de ter do sossego à badalação. Como não sou a favor do bate e volta, aconselho pelo menos duas noites em Pipa. A apenas 100 km de Natal, para chegar até Pipa basta seguir a RN-063 até a lagoa das Guaraíras e atravessar de balsa para Tibau do Sul, município ao qual pertence.
Pipa tem uma rua principal de paralelepípedos, a Baía dos Golfinhos, pontilhada de bares, restaurantes e lojinhas, como as vilas de Praia do Forte e Arraial d’Ajuda, na Bahia. E, diga-se de passagem, cheia de estrangeiros. À noite, é o point de encontro e fica lotada de turistas.
O sucesso de Pipa são as praias, as mais bonitas do Rio Grande do Norte. Passeios de jipe levam os visitantes de ponta a ponta, ou seja, da lagoa de Guaraíras, para cotemplar um pôr do sol, à praia de Sibaúma, um vilarejo originado de um antigo quilombo. A localidade ficou famosa depois que foi um dos cenários da novela global ˜Flor do Caribe”, em 2013. Quando a maré está baixa, é possível curtir as piscinas naturais.
Em Pipa, todo turista bate ponto no Chapadão, uma falésia de cor avermelhada a 10 km do centro da vila, com uma vista panorâmica de tirar o fôlego. Como a praia do vilarejo é pequena e tumultuada, a dica é vasculhar a região e descobrir oásis como a Baía dos Golfinhos, cujo acesso só é possível na maré baixa, as praias do Madeiro, com degraus para descer até a areia, do Amor, com ótima infraestrutura, Cacimbinhas e das Minas.
Para quem curte trilhas, o Santuário Ecológico reserva 16 percursos de caminhada com parada estratégica em mirantes para contemplar as belezas da região. As vans que fazem a linha Pipa-Tibau-Goianinha param na porta da área de preservação. Há, ainda passeios de barco ou lancha pela lagoa das Guaraíras. Em tempo: em Pipa, além do jipe e do buggy, você pode fazer passeios de quadriciclo ou jardineira.
fonte: O Tempo