
Estudos internacionais da última década apontam que jovens, especialmente membros da geração Z, estão fazendo cada vez menos sexo casual. Análises recentes nos EUA sugerem que adolescentes e pessoas no início da vida adulta são cada vez menos propensos a ter relações sexuais fora de um relacionamento romântico.
Os motivos dessa possível redução no sexo sem compromisso, entretanto, ainda são desconhecidos e podem mascarar realidades diferentes. Hipóteses de especialistas indicam a tecnologia, o isolamento social e a redução do consumo de álcool como possíveis causas. Deixar tardiamente a casa dos pais e conviver menos presencialmente são fatores que também podem ter influência.
A consultora financeira Carolina Faria, 22, começou a namorar aos 18 anos enquanto estava na faculdade. Mesmo antes do ensino superior, o foco nos estudos e no trabalho já consumiam a maior parte de seu tempo.
“Teve um momento de querer conhecer e se relacionar, mas desde o início da minha fase adulta estou em um relacionamento fixo. Tenho amigas que ficam mais tempo nessa de descobrir, mas o que sinto na minha geração é que a gente tem um pico e depois vai buscando mais estabilidade”, diz.
Há quem defenda que a percepção de menor atividade sexual entre adolescentes e jovens adultos é apenas resultado de um momento de transição, e que eles, na verdade, fazem parte do grupo com mais acesso. Familiaridade com novas formas de se relacionar sexualmente pela internet, muitas vezes não contabilizadas como sexo, e maior abertura romântica entre gêneros seriam justificativas.
F S PAULO