
Fafá de Belém, 66, revelou que não deixou sua neta dançar funk ao ver a menina, que na ocasião
tinha 7 anos, mexer o corpo ao ouvir uma música desse estilo.
A cantora abordou o assunto em entrevista ao Vênus Podcast. Na ocasião, a famosa disse que
seria “polêmica” e criticou o que ela classificou como letras machistas de funk, com
hiperssexualização do corpo feminino, sobretudo de mulheres jovens.
Para a cantora, embora algumas pessoas vejam essas letras como transgressoras, ela enxerga
tais composições como o contrário do que deve ser o empoderamento feminino que, destacou, é o
contrário da mulher ser tratada “como objeto” do homem.
“Agora vou criar polêmica. Algumas coisas machistas do funk, para as nossas meninas, as nossas
crianças, achando que empoderamento é está à disposição do macho. Isso é [está] a serviço do
machismo mais sórdido, da grosseria, a mulher como objeto. Isso me incomoda muito algumas
coisas que ouço por acaso, que vejo na minha rede”, declarou.
Fafá de Belém disse que muitas composições de funk têm “termos chulos” e, por esse motivo,
proibiu a neta de dançar funk e explicou para a jovem que ela “pode mandar sinais” com o
próprio corpo que podem ser identificados de forma errada “por algum maluco”.
“Um dia desses a minha neta estava dançando lá em casa, eu falei: ‘não, isso não é legal. Você tem
7 anos Laura. Você não sabe que sinais está mandando com seu corpo’. Ela falou: ‘por que vovó?’
Falei: ‘porque sim, tem gente muito ruim no mundo e às vezes você nem sabe, mas está mandando
um sinal, algum maluco é capaz de captar da forma errada, e você vai sofrer muito minha filha'”,
completou.
Discursos com responsabilidade
No podcast, Fafá de Belém também destacou a responsabilidade que pessoas famosas têm ao
falar para a sociedade, pois seus discursos têm impacto e podem ser ouvidos em todo o país.
Fafá ponderou que, atualmente, a sociedade vive “uma época leviana”, potencializada pela
internet, o que demanda maior atenção naquilo que é dito e até mesmo na forma como é falado