Sonia Abrão virou ré em um processo movido pela apresentadora Patrícia Poeta em maio deste ano. A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), assinada pela juíza Roberta de Toledo Malzoni, e divulgada na última segunda-feira (28), afirma que “há provas de materialidade na queixa-crime (de Poeta)” e, por isso, foi aceita pelo órgão público.
Vale lembrar que no início do ano Patrícia reuniu diversas reportagens e comentários ocorridos durante o programa “A Tarde é Sua”, comandado por Sonia, para acusar a comunicadora da RedeTV! daquilo que descreveu como “campanha difamatória”, já que que era criticada ao vivo pela apresentadora e por um de seus assistentes, Alessandro Lo-Bianco.
De acordo com o processo, agora Sonia terá dez dias para responder às acusações feitas por Poeta. Após a decisão do TJSP, André Perecmanis, advogado da apresentadora da TV Globo, falou que esse foi um passo muito importante. “Mais uma vez rechaça a tentativa da Sonia e da equipe dela de tratar o que são ataques deliberados e ofensas como liberdade de imprensa”, destacou a defesa da jornalista.
Provas reunidas
Ainda em maio deste ano, Perecmanis abriu o jogo sobre a ação que acumula cerca de 40 páginas e revelou que Patrícia não quer dinheiro. “Ela [Sonia] praticou alguns crimes, na verdade. A gente pede que ela seja condenada por esses crimes, como injúria e difamação”, disse ele à época ao site Notícias da TV.
No mês anterior, o jurídico de Poeta enviou uma notificação extrajudicial a Sonia Abrão. O objetivo era “obrigar” a jornalista de celebridades a fazer uma retratação, num prazo de 24 horas, a respeito dos comentários feitos durante o programa “A Tarde é Sua”. Apesar disso, a notificação não intimidou Sonia, que continuou dando suas opiniões pra lá de “sinceronas”.
Por fim, após saber da ação movida pela apresentadora global, Sonia disse que estava preparada e que ficaria do lado da lei. “Eu sou muito prática: todo mundo tem direito de processar, faz parte da liberdade de se sentir atingido ou não. Na nossa área de trabalho é mais comum ainda, porque a gente vive emitindo opinião que pode agradar ou não. Que cumpra-se a lei, eu estou do lado da Justiça”, afirmou à época.