Isso porque o Botafogo não é obrigado, por contrato, a ceder o Niltão para os coirmãos cariocas. Um cenário diferente do Maracanã, que define em seu termo de permissão de uso (TPU), hoje com o consórcio formado por Flamengo e Fluminense, a obrigação de cessão em igualdade de condições. A questão foi alvo de disputa judiciais entre o Vasco e o consórcio, que trocaram acusações sobre a conservação do gramado.
O alvinegro assumiu o Nilton Santos em 2007, em edital da Prefeitura do Rio na época dos Jogos Pan-Americanos, para os quais o estádio foi construído. Na licitação inicial, não era prevista qualquer situação de cessão a outros times do Rio, apenas em caso de mega eventos, como Copas, Pan e Jogos Olímpicos.
O Botafogo renovou essa concessão algumas vezes ao longo dos últimos anos. Atualmente, o contrato vai até 2051. A reportagem do GLOBO consultou a Prefeitura do Rio, que confirmou que nenhuma cláusula dessa espécie foi inserida nos novos contratos e aditivos. A cessão segue a cargo do alvinegro.
Na nota em que oficializou o local da partida, o Vasco agradeceu ao Botafogo. O cruz-maltino pagará aluguel para utilizar o estádio, mas os valores não foram divulgados.
