Conselheiros do América-RN conseguem na Justiça o direito de votar

Sede do América RN. Foto: José Aldenir/Agora RN

Após a decisão favorável publicada pela 1ª Vara Cível da Comarca de Natal nesta quarta-feira 25, os conselheiros do América Futebol Clube que foram considerados inadimplentes para votar, obtiveram o direito ao voto para as eleições do clube. Segundo o advogado Kennedy Diógenes, os conselheiros não estavam inadimplentes, pois sempre aportaram antecipadamente recursos financeiros ao América e eram compensados nas contribuições anuais.

“Os conselheiros foram excluídos da votação sem direito à ampla defesa e contraditório, com base em falsas informações. A verdade é que os conselheiros sequer estavam inadimplentes, uma vez que sempre aportaram antecipadamente recursos financeiros no América, que os pagava sendo compensado nas contribuições anuais”, disse Kennedy. 

O clube apresentou uma lista com 96 conselheiros capacitados para votar. No entanto, existia um grupo de pessoas associados à família Rocha, dos ex-presidentes Ricardo Rocha e José Vasconcelos da Rocha, que não estavam incluídos no documento. 

A justificativa para esses conselheiros não estarem dentro da lista seria a de que eles estariam em débito com a quitação das mensalidades há mais de 12 meses, sendo considerados, dessa forma, inadimplentes. 

O advogado relata que a diretoria atual tratou os conselheiros de forma discriminatória motivada por influência da reeleição de Souza, atual presidente do América. “É injusto e indecente considerar inadimplentes aqueles que jamais faltaram ao América, principalmente nos momentos mais difíceis do clube”, alegou.

Além disso, o América ainda será citado para cumprir a limitar e terá o prazo de 15 dias úteis para contestar ou agravar a decisão, caso entenda cabível. 

Impactos da decisão da Justiça

De acordo com Kennedy, os votos dos conselheiros em julgamento serão considerados para todos os fins eleitos, compreendendo a totalização final de votos.

“No entanto, por segurança jurídica, pedimos que tais votos sejam depositados separadamente dos demais, facilitando a totalização dos votos com e sem eles, no caso de perda da eficácia da liminar concedida”, esclareceu o advogado. 

Sobre a decisão da Justiça, o advogado afirma: “Para mim, a decisão judicial ameniza um pouco a sensação de ingratidão e deslealdade da atual gestão, não só contra a família Rocha, mas contra os Gaspar e contra toda a história do América.