Abalo emocional desequilibrou o líder Botafogo em noite de gala do prodígio palmeirense

O catarinense Bráulio Machado expulsou Adryelson por falta em Breno Lopes — Foto: César Grecco - Palmeiras

É preciso calma e equilíbrio para processar o que foi visto no Nílton Santos, na noite desta quarta-feira (1). Mas, de início, não me convence a justificativa de que o zagueiro botafoguense Adryelson era o último defensor e que por isso mereceu a expulsão. Interpretação questionável do árbitro catarinense Bráulio da Silva Machado, que mudou a configuração da partida.

Na minha leitura, o alvinegro acertou a bola na dividida com Breno Lopes e fez falta em seguida, ao levantar a perna em ação temerosa. O cartão amarelo resolveria. Entender que o atacante palmeirense tinha o domínio da bola e caminharia em ação de gol faz parte da miopia seletiva que faz de árbitros e comentaristas de arbitragem, intérpretes desafinados de uma regra clara.

O catarinense Bráulio Machado expulsou Adryelson por falta em Breno Lopes — Foto: César Grecco - Palmeiras
O catarinense Bráulio Machado expulsou Adryelson por falta em Breno Lopes — Foto: César Grecco – Palmeiras

A interpretação questionável, que contou com a ajuda do VAR paranaense Rafael Traci, tirou o equilíbrio dos alvinegros qu,e perderam um “jogo ganho”. O Botafogo fez um primeiro tempo histórico, impondo um 3 a 0 que merecia ser 4 ou 5. Na volta do intervalo, porém, o Palmeiras assumiu o controle e virou para 4 a 3, valendo-se do fato de ter ficado com um homem a mais.

O prodígio Endrick, com dois gols em noite iluminada, foi o destaque. E Tiquinho Soares, que desperdiçou a cobrança de um pênalti quando o Botafogo ainda vencia por 3 a 1, acabou deixando o campo como o grande vilão da improvável derrota. Uma paulada no emocional de um time que liderava o Brasileiro com onze pontos à frente e agora vê a vantagem ser só de dois.

Os alvinegros fizeram oito pontos nos últimos 27 disputados e agora enfrentam o Vasco, na segunda-feira (6), em São Januário, voltando ao estádio na quinta-feira (9) para encarar o Grêmio, o terceiro colocado. Como se não bastasse, o técnico Lucio Flávio não poderá com os suspensos Victor Cuesta e Adryelson neste próximo confronto. Ou seja, o clichê é válido: a disputa pelo título foi reaberta…