Novo presidente do CREA-RN diz que o órgão é responsável por proporcionar aos profissionais o acesso às oportunidades no mercado de trabalho. Foto: José Aldenir/Agora RN
Excelência profissional, melhoria no atendimento de demandas e, principalmente, adoção de tecnologias recentes no funcionamento interno são as principais metas e objetivos estabelecidas pelo novo presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA-RN), Roberto Wagner Costa. Segundo ele, para um órgão que ainda tem cargo de datilógrafo entre as funções, é preciso inovar e promover uma modernização.
“A gente tem a oportunidade de colocar inteligência artificial nos processos que hoje, apesar deles serem digitalizados, as decisões ainda não são digitalizadas, então a gente quer inserir a tecnologia que possibilita maior agilidade, diminua o custo e tenha uma maior precisão na tomada de decisão”, afirmou. Modernizar o time interno também é um dos objetivos, considerando que o último concurso do órgão ocorreu em 2011”, disse.
O atual presidente conta que o CREA tem uma visão desenvolvimentista e altas expectativas para os próximos anos. “Criaremos no CREA, HUBs de desenvolvimentos dos ecossistemas das Engenharias, Agronomia e das Geociências, onde teremos um olhar especial na inserção do jovem profissional na rede de conexão, que tem o CREA como ponto nodal, com profissionais, empresas e órgãos públicos”, completou.
Para Rodrigo, o local é responsável por proporcionar um maior acesso às oportunidades presentes no mercado de trabalho, além de ajudar o profissional no desenvolvimento da própria rede de contatos. O papel do presidente será conservar essa responsabilidade e continuar a capacitar ainda mais profissionais registrados no CREA, citou ele.
“A capacitação é um dos nossos pilares do convênio com a Mútua (Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA). Nos últimos cinco anos nós treinamos mais de 12 mil profissionais, por isso temos de ser referência em termos de visão de futuro”, afirmou.
O Curso de Introdução Prática a Levantamento Aerofotogramétrico e Processamento de Imagem é um dos citados pelo presidente como parte da inovação em capacitar a partir do convênio com a Mútua. Ele conta que além de possibilitar a implementação do curso, também será possível a compra dos drones, equipamento necessário para a modalidade, o que fará os profissionais serem inseridos nas oportunidades do mercado, um dos desafios enfrentados pela gestão hoje.
“O grande desafio é estar inserido no mercado, onde a percepção de valor de quem está contratando é mais elevada. Por outro lado, isso exige mais aprimoramento, um maior domínio de outras ferramentas como comunicação e marketing. O Conselho passa a ter a responsabilidade de atrair as demandas e juntar as empresas e profissionais, acelerando o desenvolvimento do mercado”, concluiu.
Fiscalizar e garantir a ética profissional também é papel do CREA-RN
Com a finalidade de garantir uma maior ética profissional entre os cadastrados no Conselho, o CREA desenvolverá um novo sistema de fiscalização. Já existe um aplicativo com georreferenciamento, processo que define a forma, dimensão e localização de uma área que deve ter os dados cadastrados em um determinado sistema, mas o objetivo é aprimorar ainda mais a fiscalização.
“A gente já está de olho em algumas tecnologias, inclusive com visão por satélite, onde a gente consegue identificar um tipo de cultura, isso ajuda e consegue identificar, por exemplo, se existe tijolo ou cimento numa área com uma precisão muito importante. Além disso, no próximo concurso, estamos prevendo para a fiscalização, cientistas de dados objetivando uma elevação na qualidade da informação a partir da leitura desses diversos bancos de dados”, completou o presidente.
Roberto comemorou ainda a vitória como presidente do Conselho e pretende continuar com os avanços do CREA, que segundo ele, já foram muitos na gestão da ex-presidente Ana Adalgisa, agora eleita como conselheira federal. “O CREA passou a ser protagonista da sociedade na hora que começou a cobrar dos poderes, a interagir, a induzir o desenvolvimento das cidades, do Estado como um todo”, concluiu. Para o atual presidente, é hora de trabalhar para oferecer serviços de maior qualidade para a sociedade.