A banda Calcinha Preta gravou em Salvador (BA), nesta quinta-feira (07), o seu mais novo DVD, “Atemporal”, que celebra os 20 anos da banda. Durante a apresentação, no entanto, o que chamou a atenção foi a “presença” de Paulinha Abelha, ex-vocalista do grupo que morreu em fevereiro de 2022, aos 43 anos. A artista foi recriada por meio da inteligência artificial.
A artista apareceu no telão instalado no palco e mandou um recado para os fãs presentes no show. “Olá, meu povo. Tudo bem com vocês? Há 20 anos eu estava cantando aqui, cantando na gravação do nosso primeiro DVD, mas hoje vocês é quem serão a minha voz”, disse a imagem de Paulinha Abelha. Nas redes sociais, a aparição da cantora dividiu opiniões.
Muitos fãs se emocionaram com a mensagem de Paulinha Abelha. “Que homenagem linda, só quem essa época viveu sabe”, disse a seguidora Paula Saraiva. “Eu que nem sou fã de Calcinha Preta, fiquei emocionado, imagina quem é”, disse o internauta Vinícius Senechal. “Me arrepiei todinha! Que homenagem linda”, comentou Aline Schmidt”.
Críticas
Por outro lado, muitos internautas criticaram a decisão da produção da banda. “Ela nem pode descansar nem depois da morte! Deus e mais”, apontou Carla Dantas. “Nem depois que morre a pessoa fica em paz”, comentou Mayanne Nobre. “Pra mim isso é ir contra a vontade de Deus que levou ela. É como se quisessem manter ela na terra”, argumentou Kleyane Freitas.
Paulinha Abelha morreu em 23 de fevereiro de 2022. Na época, a cantora foi internada após complicações renais. A certidão de óbito da cantora apontou quatro causas: meningoencefalite, hipertensão craniana, insuficiência renal aguda e hepatite. Entre as possíveis causas, estava a intoxicação por uso de remédios para emagrecer e diuréticos, o que foi descartado.
Dias depois, Wanderson dos Santos Nascimento, advogado da banda Calcinha Preta e de Clevinho Santos, viúvo da cantora, divulgou um laudo definitivo sobre a morte da artista. O documento apontava que “o óbito da paciente ocorreu devido a um processo infeccioso no Sistema Nervoso Central, conforme consta na Certidão de Óbito, e não decorrente de Intoxicação Exógena medicamentosa”.
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