Caso Hadassa: corpo da menina é sepultado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense

Tio diz que Kemily Hadassa não gritou porque conhecia assassino

Familiares e amigos se despediram da menina Kemilly Hadassa da Silva, de 4 anos, na tarde desta segunda-feira. O corpo da criança foi sepultado no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O sepultamento foi custeado pela prefeitura de Nova Iguaçu, que enviou um ônibus para fazer o transporte dos familiares até o local. Hadassa foi morta depois de ser abusada pelo próprio primo, de 22 anos. O suspeito do crime já está preso. Reynaldo Rocha Nascimento confessou o crime aos policiais.

Emerson Silva Roque, 37 anos, tio da menina Kemilly Hadassa Silva, de 4 anos, esteve no Instituto Médico-Legal para liberar o corpo da sobrinha, assassinada no fim de semana.

— Só queria que o corpo da minha sobrinha fosse encontrado e que me dessem o direito de pôr uma roupa (na menina). Essa é a roupa que trouxe para pôr nela — contou Emerson, que chorou e mostrou um vestido.

O tio trabalha como pintor e mora perto do local onde o crime ocorreu. Ele ajudou nas buscas pelo corpo da garota.

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Emerson Silva contou que vizinhos do suspeito ouviram gritos na casa dele durante a madrugada que o crime foi cometido. A família ainda viu na residência manchas de sangue, mas a mãe de Reynaldo Rocha Nascimento teria dito que era sangue de cachorro.

— Ele não só abusou, furou o rosto da minha sobrinha com chave de fenda. Ela estava com o rosto deformado. Eu só quero ele seja preso. Ele tinha acesso à casa da minha irmã. A justiça precisa ser feita. Ele disse para o delegado que já sabia que minha irmã não estava em casa e que minha sobrinha não gritou porque já conhecia ele. Possivelmente minha sobrinha achou que ele estava levando ela para junto da mãe e foi aí que ele cometeu esse crime — disse Emerson.

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Multidão tenta linchar suspeito

De acordo com o delegado Mauro César da Silva Junior, titular da DHBF, Reynaldo Rocha Nascimento, de 22 anos, foi detido após ser agredido por vizinhos, neste sábado. Ele, que tem passagem por roubo, foi levado à 56ª (Comendador Soares) e depois encaminhado para a Delegacia de Homicídios. As equipes continuaram com as diligências, em busca da localização do corpo da criança, que estava escondido em um saco de ração.

Os investigadores tiveram dificuldade para fazer a perícia no local. Segundo a polícia “uma multidão” se reunião à beira do valão onde o corpo estava para linchar o suspeito. Após a localização do cadáver, Reynaldo, ainda segundo a Polícia Civil, confessou o crime. Ele contou que havia retirado a menina de casa, pois sabia que ela estaria sozinha, afirmou a corporação.

O suspeito disse que, após a violência sexual, Kemilly a começou a chorar. Com medo de que o barulho atraísse a atenção de alguém, Reynaldo, ainda de acordo com a polícia, começou a cortar o pescoço da criança, mas voltou atrás e a enforcou. Depois, escondeu o corpo da criança.

Reynaldo Rocha Nascimento, de 22 anos, confessou o assassinato de Kamilly Hadassa — Foto: Reprodução
Reynaldo Rocha Nascimento, de 22 anos, confessou o assassinato de Kamilly Hadassa — Foto: Reprodução

O suspeito está preso temporariamente para o encerramento das investigações. Ele responderá por estupro de vulnerável e homicídio qualificado, de acordo com o delegado Mauro César. As diligências continuam, visando a identificar mais detalhes do crime, assim como a eventual responsabilização de outras pessoas.

O delegado titular da DHBF, Mauro César da Silva Junior, responsável pela investigação da morte da menina Kemilly Hadassa Silva, de 4 anos, afirmou, nesta segunda-feira, que a mãe da criança, Suellen da Silva Roque, será investigada. Ela deixou a menina sozinha em casa sob a supervisão de dois irmãos, de 7 e 8, anos, para ir a uma festa.

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Suellen contou à polícia que havia ido a um forró às 23h da última sexta-feira, retornando para casa por volta das 5h de sábado. Nesse intervalo, a menina desapareceu. Ela afirmou ainda que, quando chegou à residência, encontrou o portão completamente aberto. — A mãe vai ser investigada por ter deixado os três filhos menores sozinhos. Ela é agente garantidora deles na forma da lei. Eu ainda não vou cravar a tipificação (por qual crime Suellen poderá responder). Ela (a mãe) será investigada pelo fato que aconteceu. A tipificação nós veremos durante as investigações — afirmou o delegado.