Ednaldo Rodrigues recorre da decisão que o retirou da presidência da CBF

Poucas horas após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) disponibilizar a decisão que determinou o afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF, seu time de advogados entrou com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O pedido é que a decisão seja suspensa.

O recurso, que contém 42 páginas, foi apresentado a presidente do STJ, ministra Maria Thereza de Assis Moura. Ela pode decidir a qualquer momento.

Um outro pedido feito pela defesa de Ednaldo é que caso a suspensão não seja concedida, que ele permaneça no cargo e convoque novas eleições no prazo de 30 dias. A decisão do TJRJ nomeou o presidente do STJD, José Perdiz, como interventor, e determinou que ele seja o responsável por esse trâmite.

Os advogados de Ednaldo alegam que os desembargadores anularam o TAC e nomearam um interventor sem que houvesse requerimento das partes. E afirmaram ainda que há ex-dirigentes que pretendem manter o controle e poder de influência sobre a CBF.

Ednaldo é defendido por nove advogados de quatro escritórios diferentes. Entre eles o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Na quinta-feira da semana passada desembargadores da 21ª Câmara de Direito Privado do TJRJ entenderam que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o Ministério Público e a CBF, é ilegal, pelo fato de o órgão não ter legitimidade para interferir nos assuntos internos da Confederação e por se tratar de uma entidade privada. A decisão foi unânime.

Esse TAC foi assinado após o MP mover uma ação contra a CBF pedindo a anulação da eleição de Rogério Caboclo, em 2017, sob a alegação de que o estatuto da entidade estava em desacordo com a Lei Pelé. Esse TAC foi assinado por Ednaldo quando ele era presidente interino. Ele ascendeu ao cargo após Caboclo ter sido retirado do cargo por denúncias de assédio sexual e moral.

Com o TAC assinado, uma assembleia foi convocado e o estatuto da CBF modificado para ficar de acordo com o que estabelecia o documento. Logo após, uma eleição foi convocada e Ednaldo eleito.