'Minha sobrinha não gritou porque achava que estava indo ao encontro da mãe', diz tio de Hadassa encontrada morta em valão

Tio diz que Kemily Hadassa não gritou porque conhecia assassino

O pintor Emerson Silva Roque, de 37 anos, esteve na tarde desta segunda-feira no Instituto Médico-Legal de Nova Iguaçu para fazer o reconhecimento do corpo da menina Kemilly Hadassa Silva, de 4 anos, desaparecida desde a madrugada de sábado e encontrada morta no domingo, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segurando o vestido favorito da sobrinha e muito abalado, Emerson pediu justiça e afirmou que a irmã, Suellen Roque da Silva, deveria pagar por ter deixado a menina sozinha com os irmãos no dia em que foi assassinada.

Tio diz que Kemily Hadassa não gritou porque conhecia assassino

Tio diz que Kemily Hadassa não gritou porque conhecia assassino

– Um dos vizinhos relatou que na madrugada ouviu gritos na casa dele. Localizamos junto a casa abandonada manchas de sangue. Ela (a mãe do suspeito) disse que era sangue de cachorro. Ele não só abusou, furou o rosto da minha sobrinha com chave de fenda. Ela estava com o rosto deformado. Eu só quero que ele seja preso. Ele tinha acesso à casa. Minha irmã precisa pagar pelo crime que ela cometeu. Ter deixado ela sozinha. A justiça precisa ser feita. Ele disse para o delegado que já sabia que minha irmã não estava em casa e que minha sobrinha não gritou porque já conhecia ele. Possivelmente minha sobrinha achava que estava levando indo ao encontro da mãe e foi aí que ele cometeu esse crime – lamentou.

Emerson disse ainda que Reynaldo Rocha Nascimento, de 22 anos, primo de segundo grau da mãe de Kemilly, tinha total acesso à casa e era próximo da família.

– A minha irmã não queria acreditar que ele fez isso. Segurando o vestido com estampa do desenho favorito da criança, ele chorou e clamou por Justiça:

– Acredito que isso que ela (a mãe da criança) fez é abandono de incapaz. Que ela venha a pagar por isso. Não estou aqui para passar a mão. A maior dor que vai ficar para ela, toda vez que olhar para os quatro filhos dela, é saber que não vai ter uma criança ali que ela poderia ter olhado. Só queria que o corpo da minha sobrinha fosse encontrado e que me dessem o direito de por uma roupa nela e enterrá-la – finalizou o tio em lágrimas.