Vou só comentar pelo prisma da pré-candidatura do comunicador Bruno Giovanni a prefeitura de Natal. BG tentou usar sua força e assim fazer um alinhamento com políticos tradicionais para chegar a prefeitura de Natal.
Se olharmos o comportamento dos políticos com mandato, nenhum deles comprou a ideia, por vezes entrevistei Rogério Marinho e Styvenson e nenhum falou de uma possível aliança com o BG de forma firme. Os vereadores do partido que ele escolheu, o PSBD, estão negociando com os partidos que tem pré-candidatos. Paulinho Freire que tinha um pacto de fidelidade com ele, conversa com Carlos Eduardo, chama o ex-prefeito de discursar na câmara federal, tira fotos em diversas ocasiões. Isso é um raio-x de como é difícil entrar na política, furar o escudo de proteção daqueles que tem mandato.
A nossa situação é tão difícil que os dois principais candidatos a prefeito de Natal, Carlos Eduardo e a patricinha bolivariana Natália Bonavides, vem de estruturas que todo mundo conhece. Carlos foi um terror para o desenvolvimento de Natal, engessou a cidade por 4 mandatos, Natália é do grupo que está destruindo o RN. Mesmo assim, para os políticos tradicionais é interessante que seja um deles. Nem o prefeito Álvaro Dias, em entrevistas ao Jornal das Seis, em diversas ocasiões, descartou o apoio a CE ou Natália. Ou seja, tudo é possível para manter o sistema. Álvaro não consegue decidir quem será seu candidato, hoje ele não tem a mínima ideia quem será o escolhido.
Fechar as portas para o BG é acabar com a esperança de algo novo. É querer manter esse sistema que estamos vivendo, fadado ao fracasso. Parece que existe um pacto para que apenas Carlos Eduardo e Natália possam concorrer. Pode ser que a estratégia de Bruno tenha sido errada quando tentou um alinhamento, talvez se tivesse ficado em uma trincheira sozinho, o resultado fosse outro. Mas ele tentou fazer política com o diálogo. E acabou atropelado dentro do próprio partido.
Observando cada passo, ninguém dentro da própria política aceita algo novo. Não sei a disposição de BG para procurar outro partido, partir de um outro posicionamento sem contar com políticos e indo buscar o apoio direto com o povo. É frustrante observar como as coisas são decididas. Nossa cidade vai continuar com os Carlos Eduardos, Herberts Sena, Klaus Araújo e tantos outros parasitas que vivem de sugar a população.
Paulinho que poderia ser a opção prefere o caminho mais fácil, quer garantias que não existem em nenhuma campanha. Girão não consegue um discurso que fure a bolha, Styvenson tem projetos em Brasília que dificilmente vai trocar por uma aventura. BG foi expurgado da política pelas raposas tradicionais. Para uma direita que teria candidato no dia 30 de novembro, o ano acaba totalmente esfacelada. Sem rumo ou prumo.
No pior momento de Fátima Bezerra, a oposição não consegue a definição de um nome para concorrer ao Palácio Felipe Camarão.

