MME nega que modelos mais baratos vão custar R$ 5 mil a partir da nova regra – Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
O Ministério de Minas e Energia (MME) negou nesta quinta-feira 21 que as novas regras sobre eficiência energética de refrigeradores vão elevar para o mínimo de R$ 5 mil o valor da versão mais básica desses eletrodomésticos.
A projeção divulgada na imprensa pelos fabricantes é que a medida subiria para R$ 5 mil o valor dos produtos mais básicos. Segundo o MME, contudo, durante a realização de consulta pública para definição dos novos índices, os próprios fabricantes estimaram um aumento de cerca de 23%, o que daria em torno de R$ 350,00, valor 10 vezes abaixo do que está sendo publicado.
Ainda segundo o ministério, essa diferença pode ser paga em até um ano com a economia gerada na conta de energia elétrica — redução relevante, visto que 39% das despesas domésticas mensais são com eletricidade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além disso, de acordo com a norma, nenhum equipamento sairá de circulação até 2026, tempo suficiente para adaptação da indústria. Equipamentos que seriam descontinuados, em 2026, representam uma fração pequena do mercado.
Do total de 25 modelos de refrigerador de 1 porta, 17 atendem às normas, portanto, apenas 8 não poderiam ser comercializados a partir de 2026. Esses modelos, ainda assim, podem ser adaptados, em cumprimento aos novos requisitos estabelecidos.
A meta dessa iniciativa é que os consumidores tenham acesso a refrigeradores domésticos melhores e que consomem menos energia elétrica. Quem tem esses aparelhos em ótimo estado de funcionamento não precisa comprar um novo para estar de acordo com a resolução publicada.