Com um grande esquema de segurança na orla de Copacabana, policiais militares fizeram um pente fino para quem tentava chegar à praia. Todo tipo de material considerado perfurocortante foi apreendido. Além de tesouras, muitos foram barrados com a garrafa de espumante de vidro e até um barbeador foi apreendido. Quem levou o peru sem cortar, também passou pelo perrengue: não foi permitido acesso de nenhum tipo de faca. Nos céus e na terra, câmeras de reconhecimento facial procuravam foragidos da Justiça. Um homem foi preso por ter um mandado de prisão preventiva aberto.
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Vendedor trocou espumante por cerveja
O vendedor ambulantes Humberto Siqueira estava preparado para vender cervejas e outras bebidas alcoólicas durante o réveillon em Copacabana. Os planos mudaram quando percebeu que a proibição de entrar com garrafas de vidro poderia ser mais lucrativa. Ele apostou na venda de garrafas de água de 1,5l.
-Já consegui até um espumante Salton. Troquei por duas latas de cervejas, que trouxe para vender. As pessoas estão desesperadas. Vi até uma jogando whisky fora. Foi quando tive a ideia. Já comprei as águas aqui perto. Vendi 15 packs com seis garrafas cada. Foi a melhor jogada – comemorou.
Outros lucraram vendendo copos plásticos. Para não ter que se desfazer da bebida em garrafa ,de vidro algumas pessoas compraram os ecocopos, alguns até com led, para poder passar pela revista.
A Polícia Militar prendeu na noite de réveillon Fabio Cardozo Bansemer, acusado de tentativa homicídio qualificado e que estava foragido desde março. Policiais do 19º BPM (Copacabana) o abordou após ele ser identificado pelo sistema de reconhecimento facial, em um dos pontos de bloqueio de acesso ao bairro de Copacabana, na Rua Miguel Lemos com Avenida Atlântica. Ele foi levado para a 13ª DP (Ipanema).
Fabio Cardozo responde por tentativa homicídio duplamente qualificada. A vítima relatou que estava voltando da banca de jornal para o trabalho, quando se deparou com um grupo, que começou a agredi-lo. A vítima contou em depoimento que caiu no chão e desmaiou.
A vítima narrou em juízo que Fábio foi um dos que o agrediu. Uma testemunha disse que presenciou a vítima ser espancada por dois indivíduos e que os agressores somente pararam quando um taxista entrou na rua e acendeu os faróis.