Em meio ao xadrez político que se desenha para 2026, analistas e aliados da direita potiguar começam a defender uma medida simbólica, mas estratégica: uma foto com todos os principais líderes do campo conservador do Rio Grande do Norte lado a lado, sorrindo e “agarrados”, como diz o jargão popular. A imagem seria um recado claro de unidade — algo que, até aqui, não passa de retórica isolada.
José Agripino Maia, Paulinho Freire, Styvenson Valentim, Rogério Marinho, Álvaro Dias e Allyson Bezerra são, hoje, os protagonistas da direita no estado. Cada um com ambições próprias, palanques distintos e estilos variados, mas todos mirando o mesmo eleitorado. A fragmentação, se persistir, pode abrir caminho para que a esquerda — com o PT, PSD e aliados — aproveite o racha e tire proveito, como já ocorreu em outras disputas.
“Se essa turma não se juntar nem pra uma foto, imagina pra dividir palanque”, brincou um aliado durante os festejos juninos. O alerta não é à toa: sem um gesto público e convincente de que existe articulação conjunta, a oposição corre o risco de se neutralizar internamente, facilitando o avanço do bloco governista.
A simbologia de uma imagem com todos “abraçados”, ainda que ensaiada, teria o poder de sinalizar ao eleitor que existe um projeto coeso de alternância. Caso contrário, a esquerda deve tirar sarro — e, eventualmente, a vitória.
Robson Pires

