A festa começou, mas a insatisfação também. O Arraiá Juntos Somos Mais, realizado no Parque Industrial e promovido com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo e da Prefeitura de Parnamirim, está sendo mais comentado nas redes sociais pelo que proibiu do que pelo que ofereceu.
A polêmica? Simples: a população está proibida de entrar com sua própria bebida, seja água, refrigerante ou cervejinha no cooler. Isso mesmo! Se quiser curtir o evento, tem que obrigatoriamente consumir no bar “oficial” da festa, instalado dentro do espaço. Um verdadeiro monopólio etílico patrocinado, indiretamente, com dinheiro público.
A revolta tomou conta das redes sociais, quando os festejos começaram. Internautas classificaram a medida como abusiva. Afinal, qual o sentido de realizar um evento comunitário com o selo da Prefeitura se a comunidade não pode usufruir com liberdade?
Cooler proibido.
O “arraiá” que se vende como popular, comunitário, acessível, parece ter se transformado em mais uma arena de consumo forçado, onde quem não pode ou não quer pagar os preços praticados dentro do bar oficial, simplesmente não é bem-vindo.
A pergunta que não quer calar:
O evento é da comunidade ou de interesses privados?
Circula entre os bastidores que o vereador Afranio Bezerra está por trás da realização ou, ao menos, é um dos principais apoiadores do evento. Mas até agora, nada ficou claro. O que está claro é o desconforto da população que, em vez de festejar, saiu do primeiro dia do evento com gosto amargo e indignação.
Fica o apelo:
A gestão pública que quer ser popular não pode agir como patrocinadora de práticas privadas que excluem o povo. Que se repense essa medida antes que o “Juntos Somos Mais” vire “Juntos Só Quem Pagar”.

