Parnamirim sofre com atraso urbano: falta de duplicação da Avenida Mário Negócio trava o desenvolvimento da cidade planejada
Parnamirim, conhecida historicamente como o “Trampolim da Vitória”, carrega em seu nome e passado a promessa de uma cidade estratégica, moderna e em constante progresso. No entanto, a realidade atual contradiz essa vocação. O atraso na duplicação da Avenida Mário Negócio, uma das principais vias de ligação e escoamento urbano da cidade, escancara o abandono das políticas públicas de mobilidade e planejamento urbano, comprometendo diretamente o crescimento ordenado da região.
A avenida, que liga bairros populosos como Passagem de Areia, Santos Reis e Bela Vista ao centro de Parnamirim e à BR-101, já não comporta mais o intenso fluxo de veículos, ônibus e caminhões que circulam diariamente. O congestionamento virou rotina, assim como os riscos de acidentes. Ciclistas e pedestres, sem estrutura adequada, dividem espaço de forma perigosa com o tráfego intenso, tornando a mobilidade urbana um desafio diário para quem precisa se deslocar.

O problema vai além da locomoção. A não duplicação da Mário Negócio representa um entrave ao desenvolvimento econômico e social da região. Pequenos comerciantes veem suas atividades limitadas pela dificuldade de acesso e pela insegurança do entorno. Empreendimentos evitam se instalar na área por falta de infraestrutura básica, e a população, cada vez mais, sente-se desassistida pelo poder público.
É incoerente que uma cidade que se orgulha de sua história como peça-chave na Segunda Guerra Mundial e que se autointitula “cidade planejada” Trampolim da Vitória, não consiga executar um projeto fundamental para o seu presente e futuro. Enquanto outras cidades da Grande Natal avançam em obras de mobilidade e requalificação urbana, Parnamirim estagna — e, pior, regride.
A duplicação da Avenida Mário Negócio não é luxo, é necessidade. Trata-se de uma demanda urgente que reflete diretamente na qualidade de vida da população, na valorização imobiliária e na atração de investimentos. Ignorá-la é condenar Parnamirim ao caos urbano, à estagnação e à perda do protagonismo que um dia teve como referência de planejamento e estratégia.
Parnamirim ainda pode retomar seu caminho de crescimento e modernização, mas para isso é preciso vontade política, gestão eficaz e respeito à população. O tempo da promessa já passou — agora, a cidade precisa de ação. Fica a dica, professora!
