As declarações do ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil no Rio Grande do Norte, deixaram claro o abismo que o separa do também senador Rogério Marinho (PL), principal nome da oposição bolsonarista no estado e pré-candidato ao governo em 2026.
Enquanto Marinho adota um discurso de enfrentamento direto ao Supremo Tribunal Federal e acusa a existência de uma “ditadura da toga”, Agripino vai na contramão. Em entrevista, ele afirmou que “não tem ditadura, não vejo ditadura nenhuma, eu vejo um conflito de poderes que se respeitam”.
O ex-senador ainda disse que “a democracia do Brasil está pleníssima”, que o Poder Judiciário é respeitado, o Legislativo também, e que as divergências fazem parte do regime democrático.
Ou seja, embora ambos estejam na oposição ao governo Lula, não compartilham da mesma visão de país nem da mesma linha política. Um defende o equilíbrio entre os poderes e a normalidade institucional. O outro, uma ruptura com o atual sistema, nos moldes do bolsonarismo mais radical.
Está cada vez mais evidente: Agripino e Marinho não vão caminhar juntos nas eleições de 2026. O clima de distanciamento ideológico e político entre eles é irreversível — e o eleitor atento já percebeu.

