HOMEM BOMBA
A prisão de Abraão Lincoln, por falso testemunho à CPMI do INSS, foi vapt-vupt. Pagou fiança e foi solto ainda na madrugada desta terça-feira, 4. Mas certamente não será tão fácil apagar o rastro que ele deixa entre Brasília e o Rio Grande do Norte.
Lincoln falou pouco, protegido por decisão antecipada do STF que o permitiu ficar em silêncio para não fabricar provas contra si.
No entanto, a sessão da CPMI do INSS foi terrível para ele e para alguns políticos potiguares, com alguns nomes ainda preservados.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), afirmou que recebeu um calhamaço de documentos que mostram a ligação de Lincoln com políticos e que provavelmente o dinheiro desviado dos aposentados do INSS bancou campanhas eleitorais em 2024.
Porto do Mangue foi um dos municípios citados pelo relator, que chegou a afirmar possível negociação política para Abraão Lincoln ter apoio em futuras disputas eleitorais.
A Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), presidida por Lincoln, é apontada como responsável por desvios estimados em R$ 221,8 milhões subtraídos dos benefícios de aposentados e pensionistas.
A CPMI do INSS e a Polícia Federal estão no rastro do dinheiro desviado.

