O assunto nominata e bastidores políticos – faltando um ano para as eleições – interessa a uma fatia restrita da população, mas o xadrez majoritário vai além porque impacta diretamente na vida do cidadão comum. No futuro de cada um.
Dito isto, vale o registro que a saída da vereadora/secretária.primeira-dama de Natal Nina Souza do União Brasil para o PL, dada como certa os últimos dias, não pode ser vista como mais uma troca partidária tão comum na chamada nova política.
Ela mexe com o tabuleiro como o todo. Mais. Ela representa o apoio do prefeito da capital, Paulinho Freire ao projeto do senador Rogério Marinho, pré-candidato ao Governo do RN. E por consequência o rompimento com o União Brasil, do ex-senador José Agripino, grande fiador de sua candidatura à Prefeitura de Natal em 2024.
O prazo de divisão em duas canoas parece estar com os dias contados. Tic tac.
Significa também maior alinhamento com a chamada extrema direita da política brasileira num momento em que o prefeito Paulinho Freire tenta equilibrar as finanças do município herdadas um tanto desorganizadas pelo aliado de ontem e, tudo indica, de amanhã, Álvaro Dias.
Parcerias com o Governo Federal e empréstimos têm sido o caminho administrativo inevitável.
Mas, o plano político vai em sentido oposto.
O rompimento de Nina com o União Brasil aponta também a necessidade do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, recalcular a rota para continuar bem na foto da Grande Natal. O que vinha ocorrendo com liderança em todas as pesquisas de opinião divulgadas.
Isso porque apostar apenas em voto de opinião e independência já mostrou ser equívoco sem precedentes, em que caiu o então favorito Carlos Eduardo Alves em 20204.
Resumindo, a migração de Nina para o partido de Rogério Marinho vai muito além de uma nominata fortalecida do PL no cenário de 2026. Subestimar pode ser um dano de difícil reparação.
Laurita Arruda

