O ano de 2025 se despede deixando um cenário político no Rio Grande do Norte marcado por definições e, ao mesmo tempo, por grandes indefinições que ainda embaralham o tabuleiro da sucessão estadual.
No campo das definições, já estão postos no jogo os nomes que se apresentam como pré-candidatos ao Governo do Estado. O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), surge como um dos protagonistas da oposição, enquanto o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), aparece como o nome do governismo para a disputa. Também está definido que os senadores Styvenson Valentim (PSDB) e Zenaide Maia (PSD) buscarão a reeleição em 2026.
Por outro lado, as indefinições seguem pesando, e algumas com grande potencial de impacto. O vice-governador Walter Alves (MDB) caminha para não assumir o Governo do Estado em abril de 2026, quando a governadora Fátima Bezerra (PT) deverá renunciar ao cargo para disputar o Senado. O projeto pessoal de Walter aponta para uma candidatura a deputado estadual. A grande incógnita é política: seguirá aliado de Fátima Bezerra ou subirá no palanque de Allyson Bezerra?
Tal movimento abre espaço para aquela que talvez seja a maior indefinição do processo: caso Fátima renuncie e Walter não assuma, quem será o nome escolhido pela Assembleia Legislativa para comandar o Governo do Estado em uma eleição indireta? Uma decisão de enorme peso institucional e político.
Outro ponto ainda em aberto é o projeto do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias. Ele poderá disputar o Governo do Estado caso o senador Rogério Marinho (PL) seja convocado para um projeto nacional, coordenando a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Em cenário alternativo, se Rogério disputar o Governo, Álvaro tende a entrar na corrida pelo Senado.
Assim, 2025 termina e 2026 chega como o ano das decisões, dos alinhamentos finais e da consolidação dos projetos políticos que definirão os rumos do Rio Grande do Norte nos próximos anos.

