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Definições de janeiro podem redesenhar o cenário político do RN em 2026

by Gazeta Potiguar
2 de janeiro de 2026
in Geral
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Definições de janeiro podem redesenhar o cenário político do RN em 2026
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Considerando a calendarização do ano eleitoral, entramos em 2026 com diversas etapas previstas na programação de partidos e pré-candidatos. Abaixo, segue a classificação dos principais períodos comuns a um ano eleitoral.

1º de janeiro de 2026 – Data a partir da qual as pesquisas eleitorais passam a precisar de registro, além do cumprimento de prazos e normas para divulgação.

1º de janeiro a 3 de abril de 2026 – Período decisivo que antecede o prazo mínimo de seis meses exigido pela Justiça Eleitoral para filiação partidária e desincompatibilização de determinados cargos públicos. Nesse intervalo, durante o mês de março, ocorre também a abertura da chamada “janela partidária”, com duração de 30 dias, permitindo a troca de partido por pré-candidatos que ocupam cargos em disputa na eleição.

3 de abril a 19 de julho de 2026 – Fase convencionalmente chamada de pré-campanha. Embora não exista uma data oficial para o início da pré-campanha, esse período é considerado estratégico para que os pré-candidatos se apresentem ao eleitorado e iniciem o debate de propostas.

20 de julho a 5 de agosto de 2026 – Período das convenções partidárias.

16 de agosto de 2026 – Início oficial da campanha eleitoral.

Além do calendário oficial, há o chamado calendário político informal, que corresponde às fases da pré-campanha nas quais se encaminham decisões partidárias, se fecham acordos e se selam alianças.

Nesse primeiro momento, considerando a realidade do Rio Grande do Norte, janeiro desponta como o mês mais importante. É nesse período que se espera o anúncio de decisões estratégicas relevantes.

Allyson Bezerra deve lançar sua pré-candidatura no final de janeiro e, possivelmente, apresentar, após o anúncio, sua carta de renúncia à Prefeitura de Mossoró.

Rogério Marinho também deve anunciar ainda em janeiro sua decisão sobre a disputa pelo Governo do Estado. A expectativa é de que ele opte pelo cenário nacional e assuma a coordenação geral da campanha de Flávio Bolsonaro.

A decisão de Rogério terá impacto direto no palanque do PL. A tendência mais forte é que Álvaro Dias assuma a candidatura ao Governo, mas o senador Styvenson Valentim já deixou claro que, em caso de desistência de Rogério, pode rever seus planos e entrar na disputa pelo Executivo estadual.

No campo governista, janeiro também será decisivo para a definição da relação entre MDB e PT. Walter Alves, que já definiu sua candidatura a deputado estadual, precisará decidir se o MDB permanece aliado do PT ou se seguirá para a oposição.

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