Álvaro Dias colocou a Cabra pra berrar: Ele diz que o menino Allyson não chega ao 2º turno e que Fátima Ednalva não deve renunciar

O Pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias afirmou que a disputa estadual de 2026 deverá repetir a polarização entre esquerda e direita observada em eleições recentes e avaliou que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, não deve avançar para o segundo turno. Na mesma entrevista, Álvaro Dias também disse acreditar que a governadora Fátima Bezerra não deve renunciar ao cargo para disputar o Senado. As declarações foram dadas ao programa Ligado nas Cidades, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM), na manhã desta quarta-feira (22).Play Video

Durante a entrevista, Álvaro Dias sustentou que o segundo turno deve ocorrer entre sua candidatura e o nome indicado pelo PT. “A eleição vai polarizar entre a esquerda e a direita, entre a nossa candidatura e o candidato do PT, e vai para o segundo turno a nossa candidatura e o candidato do PT”, disse, ao afirmar que não tem “nenhuma dúvida” sobre esse cenário. Questionado sobre o desempenho eleitoral do prefeito de Mossoró, o ex-prefeito de Natal afirmou que a gestão municipal não corresponde à imagem projetada nas redes sociais. “A administração dele na cidade de Mossoró é muito diferente do que as redes sociais mostram”, declarou, acrescentando que, quando o debate eleitoral avançar, “ele não vai conseguir manter minimamente esse percentual que hoje tem”.

Álvaro Dias também comentou o reposicionamento do grupo de oposição após a desistência do senador Rogério Marinho da disputa pelo Governo do Estado, anunciando na última terça-feira (21). Segundo ele, a retirada de Rogério abriu espaço para a consolidação de um novo arranjo político. “Como Rogério não é mais candidato ao governo, nós passamos agora a preencher essa essa lacuna”, afirmou, ao dizer que sua pré-candidatura passou a representar “o grupo mais forte”, reunindo o prefeito de Natal, dois senadores e uma bancada expressiva na Assembleia Legislativa. “Nós saímos da Prefeitura de Natal com 65% de avaliação”, disse, ao citar o discurso que pretende levar à campanha estadual.

Na hipótese de uma renúncia e de um eventual mandato-tampão, o pré-candidato defendeu que o Estado seja comandado por um nome técnico. “É necessário, é importante que seja um técnico para assumir o governo do estado”, afirmou, citando dificuldades financeiras e a necessidade de “medidas duras” para o ajuste das contas públicas. Segundo ele, essa posição foi debatida em conversas com aliados, mas ainda não há definição de nomes.

A entrevista também abordou os próximos passos da pré-campanha, que, segundo Álvaro Dias, deve priorizar visitas a entidades de classe, sindicatos, empresários e trabalhadores para a construção do programa de governo. “Nós vamos visitar as entidades de classe, os sindicatos, os empresários, os comerciantes, os trabalhadores”, afirmou, ao defender a necessidade de iniciar o quanto antes a coleta de informações e o diálogo com diferentes segmentos.