[adinserter block="4"]
[adinserter block="5"]

SITUAÇÃO BASTANTE CABELUDA! MP Eleitoral opina por quebra de sigilo bancário em processo que pode deixar Allyson inelegível

MP Eleitoral opina por quebra de sigilo bancário em processo que pode deixar Allyson inelegível

O Ministério Público Eleitoral manifestou-se a favor da quebra de sigilo bancário e da realização de perícias complexas para investigar indícios de irregularidades na propaganda institucional da Prefeitura de Mossoró.

A suspeita principal é de que recursos públicos tenham sido desviados através de agências de publicidade para financiar influenciadores digitais e perfis de redes sociais durante o período eleitoral de 2024.

O processo tem como denunciantes os ex-vereadores e candidatos a prefeito derrotados nas eleições de 2024 Lawrence Amorim e Genivan Vale (PL). Ação pode deixar o prefeito Allyson Bezerra (UB) inelegível.

Um dos pontos centrais que motivaram o pedido do MPE foi a análise técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN). Segundo o órgão fiscalizador, não foram encontrados registos de execução orçamentária para publicidade institucional nos anos de 2022, 2023 e 2024, apesar de a Prefeitura manter contratos milionários ativos com grandes agências.

“O relatório do TCE/RN representa marco probatório novo e autônomo, pois não se limita a reproduzir alegações das partes, mas decorre de análise técnica baseada em bancos de dados oficiais, evidenciando discrepâncias concretas entre contratos administrativos de publicidade institucional vigentes e os registros de execução financeira correspondentes. Ao apontar possível incompletude ou inconsistência contábil, o órgão de controle externo fornece substrato objetivo para a suspeita de execução financeira não refletida adequadamente nos demonstrativos encaminhados, o que reforça a plausibilidade da tese investigatória”, diz o parecer do MP Eleitoral.

O MPE classifica a situação como um “estado de coisas inconstitucional” no Portal da Transparência do município, apontando que a falta de dados oficiais impede o controlo social e jurídico sobre como o dinheiro público está a ser gasto.

A investigação foca-se no chamado “fluxo cruzado”: o município pagaria às agências de publicidade (como ART & C e Dois A Publicidade) que, por sua vez, repassariam valores a influenciadores digitais. Estes profissionais, em vez de promoverem apenas atos institucionais, estariam a realizar uma defesa política coordenada do atual gestor, criando uma vantagem artificial no ecossistema digital.

Medidas Solicitadas

Para desvendar a estrutura financeira, o Ministério Público solicitou ao Juízo:

Quebra de Sigilo Bancário: Das agências de publicidade e empresas de eventos ligadas ao esquema.

Perícia Contábil: Para rastrear o destino final de cada real saído dos cofres municipais sob a rubrica de publicidade.

Perícia de Engajamento Digital: Uma análise técnica para medir o alcance real e a coordenação das postagens feitas por perfis como “O Bronca”, “PoisDiga” e “oprefeitodagalaxia”.

Dados da Meta (Facebook/Instagram): Identificação dos responsáveis por perfis e a origem dos pagamentos de conteúdos impulsionados.

O caso foi reaberto após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) anular uma sentença anterior, por considerar que as provas eram insuficientes e precisavam de ser aprofundadas.

A defesa dos investigados tem sustentado a regularidade das contas e a inexistência de provas de abuso. Contudo, com os novos indícios apresentados pelo MPE e pelo TCE, o processo entra agora numa fase técnica crítica que poderá determinar a validade do mandato da chapa vencedora nas últimas eleições.

Blog do Barreto

[adinserter block="2"]