No café da manhã em Brasília — desses que começam com pão na chapa e terminam com divisão de espaços políticos — a federação União Brasil-PP descobriu que montar nominata exige mais do que cálculo eleitoral: pede estômago. O encontro, antecipado por este Território Livre, serviu para alinhar expectativas, conter ânimos e, principalmente, medir o apetite dos comensais. Sem assento na mesa, mas com imenso apetite estava o pré-candidato Kelps Lima, que todos sabiam ter que dividir para somar.
Kelps esticou a corda na reta final.
Nos bastidores, chegou-se a cogitar desde a implosão da nominata até uma saída estratégica de última hora. Mas, como costuma acontecer, o impasse não resistiu à boa e velha arte da acomodação: ampliaram-se os espaços, ajustaram-se as expectativas e o pré-candidato saiu com um pedaço mais generoso do bolo. Naturalmente, a conta não fechou sem algum ranger de dentes entre aliados, mas ninguém quis ser o responsável por derrubar a mesa.
Ao fim, prevaleceu o pragmatismo. A nominata avança como dantes com João Maia, Benes Leocádio, Robinson Faria, Matheus Faustino, o próprio Kelps Lima e Leila Maia — uma composição que mistura densidade eleitoral e expectativas bem acomodadas.
Já em Natal, conta fechada com as presenças de Allyson Bezerra e José Agripino Maia na articulação. O grupo segue em formação, ainda com três cadeiras vazias à mesa.
Laurita Arruda