De volta ao Brasil amanhã, Fofinho Flávio Rocha diz que vai defender o RN e que não nunca precisou de um mandato!

O empresário Flávio Rocha, filiado ao NOVO, repostou uma nota do jornalista Cassiano Arruda que deixou muita gente lamentando uma possível desistência do presidente do Conselho Administrativo do Grupo Guararapes/Riachuelo de desistir de uma eventual candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Norte.

À primeira leitura, o texto parece apontar para um afastamento. Cassiano diz que Flávio “mantém a decisão de permanecer à margem da política partidária”, lembrando que ele interrompeu a trajetória eleitoral após dois mandatos como deputado federal, quando foi o candidato mais votado do estado e, proporcionalmente, do país.

Entretanto, contudo, todavia, analisando melhor, a própria nota deixa uma brecha importante. Ao registrar que, mesmo fora das disputas eleitorais, Flávio Rocha “nunca se distanciou dos interesses do Estado” e que seu nome continua lembrado nos bastidores políticos há mais de 26 anos, o texto também reforça a dimensão pública e a relevância que ele ainda exerce no cenário potiguar.

O trecho final parece resumir esse recado: “Eu não preciso de um mandato popular para servir ao nosso Rio Grande do Norte”.

Essa presença não se explica apenas pela memória política. O Grupo Guararapes, controlador da Riachuelo, é um dos maiores empregadores privados do estado. Em 2025, a operação industrial no RN somou mais de 10,3 mil empregos formais, número que cresceu significativamente em relação aos cerca de 7 mil registrados em 2022. Considerando fábrica, lojas, call center e outras operações, o grupo reúne aproximadamente 13 mil trabalhadores em território potiguar.

Outro braço de grande impacto é o Pró-Sertão, iniciativa que interioriza a cadeia têxtil no semiárido. Com apoio da Guararapes, o programa reúne mais de 100 oficinas de costura no interior do estado e gera entre 3.300 e 3.700 empregos diretos, sobretudo para mulheres. Nos últimos cinco anos, movimentou cerca de R$ 500 milhões, consolidando-se como uma importante fonte de renda e dinamização econômica no interior do RN.

Na prática, portanto, a nota repostada por Flávio Rocha não soa exatamente como uma desistência definitiva. Soa mais como uma reafirmação de que ele continua influente, presente e com peso real no desenvolvimento do estado.

E, aqui, entra a minha leitura: se não vier a disputar o Senado, o RN perde muito. Flávio reúne musculatura eleitoral, densidade nacional, experiência pública e credenciais econômicas para chegar a Brasília como uma voz forte do estado.

Seria um senador com potencial não apenas para defender pautas potiguares no Congresso Nacional, mas também para participar de forma relevante dos grandes debates econômicos e institucionais do país. E mais um nome de dimensões consideráveis para a direita.

Autor(a): Eliana Lima