Transar no mesmo quarto em que o filho dorme pode gerar traumas as crianças. entenda!

Depois do nascimento dos filhos, a rotina de um casal muda completamente, e o que era uma vida a dois, vira a três, a quatro e por aí vai… Nos primeiros meses ou anos de vida da criança, é muito comum que ela durma no mesmo quarto que os pais, até mesmo por motivos de segurança. Em meio a tantas preocupações, sexo é a última das prioridades, e pode levar um bom tempo para que a vida conjugal volte à normalidade.

Para tentar manter a chama acesa, alguns casais aproveitam o momento em que os filhos estão dormindo para manter relações sexuais no quarto. Mas especialistas consultadas pelo iG Delas alertam que isso não deveria acontecer, nem com a criança dormindo e, muito menos, com ela acordada ou se estiver deitada na mesma cama, pois pode desencadear traumas, ainda que seja um recém-nascido. 

“‘Ah, mas as crianças não entendem o que está acontecendo’. Realmente, e o fato de elas não entenderem é exatamente o motivo pelo qual os pais não deveriam fazer sexo perto dos filhos”, afirma Claudia Petry, pedagoga e especialista em Educação para a Sexualidade. “Nenhum pai ou mãe colocaria um filme de terror, por exemplo, para um bebê assistir. E por que, já que a criança não entende nada? Porque existem os sons, as imagens…”.

O sexo se trata de um momento íntimo do casal, e mesmo que a criança, principalmente se for pequena, não consiga entender o ato em si, ela é capaz de perceber movimentos, barulhos e sensações diferentes, o que pode deixá-la angustiada. É o que reforça a médica Danielle H. Admoni, psiquiatra da Infância e Adolescência e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

“E muitas vezes, a gente vê crianças que flagram os pais ou assistem a alguma cena de filme e enxergam aquela situação como uma violência, ao ver as pessoas se mexendo, gemendo, fazendo barulho. Elas não devem ter contato com relação sexual nem presencialmente e nem por vídeo ou televisão”, reforça Danielle.