
Maria Dulcineia da Silva foi surpreendida há quase 10 anos ao saber que estava grávida de trigêmeas. Com 1,20 metro de altura e então com 35 anos de idade, a gravidez era considerada de risco. Ela ficou quase 10 meses internada na Maternidade Escola Januário Cicco, da UFRN, para acompanhamento até o nascimento das filhas, que aconteceu de forma prematura.
Nasceram em 2 abril de 2014 – com 29 semanas – as três Marias da vida de de Dulcineia: Elena, Eloize e Eduarda. Uma delas, a Elena, com retinopatia da prematuridade, o que a deixou cega.
Quase uma década passada, a realidade da família é difícil. Maria Dulcinéia mora no município de Bom Jesus, no interior do Rio Grande do Norte, com as filhas. Ela – que além do nanismo, é cega de um olho e tem 40% de visão no outro – vive de auxílios do governo federal e do município. Mas não tem sido suficiente para manter uma vida digna, garante.
“Há cerca de um mês, eu fique totalmente às escuras, sem luz. Eu atrasei porque estava sem condições de pagar”, contou Maria Dulcinéia.

Ela explica que mora em uma casa alugada com as três filhas e que o “auxílio que eu dou é muito pouco” para pagar a estadia. Sem marido – que a abandonou na época da gravidez das filhas – e sem família de sangue próxima, ela se vira como pode, como com a ajuda de vizinhos.
“Hoje eu não tinha muito o que dar de café da manhã para elas, por exemplo… Conto com muita ajuda também. Quando me falta um arroz ou um feijão, minhas vizinhas me dão”, explicou.
G1