Mais uma briga no mundo do funk – e dessa vez, envolvendo duas gerações do gênero musical. Segundo o jornalista Alessandro Lo-Bianco, no dia 28, Ludmilla e DJ Marlboro participaram de uma audiência na tentativa de firmar um acordo. As duas personalidades do funk se enfrentam em um processo, que corre no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em que DJ Marlboro acusa Ludmilla de plágio. Apesar da ação tramitar desde 2021, as duas partes envolvidas não conseguiram chegar a um consenso. Na manhã desta terça-feira (5), portanto, a jornalista Fábia Oliveira divulgou mais detalhes da relação complicada de Ludmilla e DJ Marlboro.
Segundo a colunista, a dona do hit Cheguei (2016) está bastante incomodada com a repercussão que a briga judicial vem ganhando na imprensa e, também, nas redes sociais. Aliás, no dia da audiência, a esposa de Bruna Gonçalves apresentou uma petição solicitando ao juiz que o processo tramite em segredo de Justiça. A cantora argumentou que estaria tentando proteger dados pessoais e, também, afirmou que é “reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho na indústria musical”. Por causa disso, então, o processo deveria ser mantido em segredo.
Barraco entre Ludmilla e DJ Marlboro
Segundo Fábia Oliveira, o caso se transformou em um barraco. Segundo a jornalista, que teve acesso ao processo, as réplicas e contestações estão bem afiadas. No documento, Ludmilla e sua defesa são questionadas se pensam que DJ Marlboro seria um “moleque”. Em outro momento, a cantora é acusada de usar “linguajar deselegante”. Outra parte tensa da ação afirma que a “Senhora Ludmilla deveria corrigir suas palavras” já que ela “talvez tivesse se esquecido que Marlboro criou o movimento [funk] que hoje a sustenta“.
Ludmilla, por sua vez, não deixou barato. Ela afirmou que a ação seria uma forma infeliz de tentarem se aproveitar do seu sucesso. Já sobre a acusação de plágio, a funkeira disse que as obras são indiscutivelmente diferentes. Para ela, as letras não se misturam, assim como os sentidos e os contextos. Aliás, segundo a autora de Onda Diferente, os argumentos usados pela acusação para sustentar o plágio são “ridículos”. Afinal, para ela, se todo funk que utiliza expressões sexuais for considerado plágio de outro, o Poder Judiciário estaria repleto de processos semelhantes.
Entenda o processo
As empresas Records Produções e Entretenimentos e Warner Chappell Edições Musicais estão processando Ludmilla desde 2021. A ação é baseada em acusações de um suposto plágio da funkeira na música Vem amor bate e não para (2019): o processo, então, envolve danos morais e o impedimento do direito de utilização da canção. Segundo os autores da ação, a música de Ludmilla seria uma cópia da música Essa é a minha tara (2008).
