O Porto Brasil é inusitado, até para entrar tem que marcar presença. Chegar em um caminhão de mudança é coisa de suburbano, tem que entrar de 4×4. Lá em proibido qualquer eletrodoméstico usado. Tudo tem que ser novo, esqueça esse negócio de levar aquele colchão velho e rasgado para a praia.
É importante ter o arquiteto, dizer que comprou em tal loja, construir uma adega gigante e esconder a senha dos filhos e genros.
A turma que aluga (inquilino) um muquifo no Villa Imperial não sobra nem o dinheiro para comer no veraneio. Já os proprietários são obrigados a alugar para poder sobreviver e colocar o condomínio em dia.
Esse negócio do mundo FIT foi a melhor coisa que inventaram, toda dondoca adora passar fome e os gastadores agora tem uma desculpa para não liberar o cartão de crédito para fazer a feira. Comer é coisa de liso.
Em casa de rico só servem castanha, pistache e se tiver muito farto vem salame. Aí depois chega um pedaço de queijo que eles dizem que é prima da dona (tem tracadilho, entendedores entenderão). Passam duas horas apresentando o vinho (ano da colheita, tipo da uva, falam até do solo). E tudo que você quer é tomar uma coca zero para arrotar.

