Desembarque do Fluminense após Mundial é marcado por valorização de 2023 e expectativa para 2024

A delegação do Fluminense que foi para Jidá, na Arábia Saudita, para a disputa do Mundial de Clubes desembarcou Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, no início da tarde de ontem com a medalha de segundo lugar. Apesar de admitirem a tristeza pela derrota por 4 a 0 para o Manchester City na final, o presidente Mario Bittencourt — que revelou que chegou a chorar no vestiário —, os jogadores e o técnico Fernando Diniz valorizaram o ano feito pelo clube, que conquistou o bicampeonato estadual e a Libertadores de forma inédita.

— Acho que foi um ano espetacular. O sonho maior de todo tricolor, que era a conquista da Libertadores, aconteceu. O Carioca também foi fantástico, vencido de uma maneira inesquecível. E o futebol que a equipe apresentou durante o ano — falou Diniz, que valorizou também a afirmação de nomes fundamentais para o time ao longo do ano, como André, Nino, Martinelli e Felipe Melo.

Apesar de representar o fim da temporada de 2023 do Fluminense — jogadores e comissão técnica entram de férias e parte do elenco se reapresenta no dia 3, enquanto o restante só no dia 23 de janeiro —, a chegada do tricolor ao Rio também ficou marcada pelas falas em relação ao futuro. Mario Bittencourt, por exemplo, não escondeu a empolgação com o ano que vem. Já é certo que o tricolor disputará, pelo menos, cinco competições. A primeira decisão será no final de fevereiro, na Recopa Sul-Americana, contra a LDU.

— Para 2024 vamos continuar com os pés no chão, sem fazer loucuras. Temos o estadual, que vamos buscar o tricampeonato que a gente não ganha há 40 anos. Temos a Recopa Sul-Americana, que é um título internacional que queremos ganhar. Temos Brasileiro e Copa do Brasil. Somos cabeça de chave da Libertadores. Queremos voltar ao Intercontinental em 2024. E temos o Mundial em 2025 — disse o presidente.

Não só em relação ao Fluminense, mas a próxima temporada promete fortes emoções para Fernando Diniz por tudo que envolve a seleção brasileira. Em março, o Brasil enfrentará a Inglaterra, no dia 23 de março, em Wembley, e a Espanha, ainda sem data confirmada. Em meio à isso tudo, a CBF vive com a forte instabilidade política que resultou na queda do ex-presidente Ednaldo Rodrigues. José Pedir, presidente interino, ainda tenta marcar uma data para as novas eleições.

— Vamos esperar a definição da política da CBF. Não tenho uma preocupação imediata com a seleção, mas temos dois compromissos agora em março — resumiu Diniz.

Outro que falou sobre o futuro, que pode ou não ser no Fluminense, foi o zagueiro Nino. Capitão do time ao longo da temporada e já marcado entre os grandes ídolos da história do tricolor, o defensor é um dos jogadores do elenco mais assediados pelo futebol europeu e tem futuro incerto. Embora tenha despistado em relação a um possível destino,Nino admitiu que a final do Mundial de Clubes pode, sim, ter sido seu último jogo pelo clube carioca.

— Eu não sei o que vai acontecer no futuro. Agora eu preciso realmente de férias. Nos próximos dias eu vou ver o que acontece. Mas tudo com muita calma e com muita paciência. Pode ter sido (o último jogo pelo Fluminese), a gente nunca sabe. Pode ter sido, mas nós vamos ter certeza mais nos próximos dias — afirmou.