No fim do ano, muita gente se prepara para comprar os itens “clássicos” do Natal. Produtos como panetone, peru, tender e bacalhau são alguns dos mais populares. Porém, se o consumidor não procurar bem, pode pagar quase o triplo do preço pelo mesmo produto. Uma pesquisa da entidade de defesa do consumidor Proteste mapeou os preços de 13 itens muito procurados no Natal nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo e concluiu que os preços podem variar de 25% a 188% em diferentes lojas.
O levantamento de preços foi realizado nas duas capitais entre os dias 20 e 30 de novembro de 2023. Foram visitadas 55 lojas físicas entre supermercados, hipermercados e atacadistas em cada cidade.
Os produtos mapeados foram: panetone, pêssego em calda, tender mini, pão de rabanada, bacalhau ou peixe salgado saithe, damasco seco, azeite extra virgem, pernil congelado, bacalhau salgado morhua, peru temperado congelado, nozes com casca, ave chester congelada e castanha portuguesa. Segundo a Proteste, os preços coletados nos estabelecimentos sempre foram o menor disponível, independente da marca.
RIO DE JANEIRO
Na capital fluminense, o produto que apresentou a maior variação percentual foi o panetone: 188%. O preço mínimo encontrado foi de R$ 8,99 e o máximo de R$ 25,90. O preço médio foi de R$ 13,70.
A segunda maior variação foi no pão de rabanada, com 174%. O menor preço achado foi R$ 8,75, já o máximo foi de R$ 23,99 e o médio, R$ 14,01.
Por outro lado, o preço que menos teve discrepância foram os da ave chester congelada, que variou “apenas” 40%. O preço mínimo encontrado foi de R$ 24,99 para um quilo, já o máximo de R$ 34,99 e o médio de R$ 29,44 para a mesma quantidade.
Em valores absolutos, a maior diferença encontrada foi no quilo do bacalhau morhua. Os preços tiveram uma variação de 107%, que em reais significa uma diferença de R$ 93,10, uma vez que o menos valor visto foi de R$ 86,89 e o maior foi de R$ 179,99.
SÃO PAULO
Na capital paulista, todos os produtos pesquisados apresentaram variações altas, segundo a Proteste. Mais uma vez a “liderança’ ficou com o panetone, com diferença de 189%. No local mais barato, o produto foi encontrado por R$ 8,99 e no mais caro, R$ 25,99. “Isso quer dizer que é possível comprar duas unidades no local mais barato com o valor que se pagaria no estabelecimento mais caro, e ainda levar um troco para casa”, afirma a entidade.
O pêssego em calda vem em seguida com uma variação de 170%, com preços variando de R$ 8,90 a R$ 23,99.
Em valores absolutos, a maior diferença veio do damasco seco. No local mais barato, o quilo pode ser encontrado por R$ 72,90, já no mais caro, o quilo sai por R$ 139,99, o que significa uma difrença de R$ 67,06, ou 92%.
As menores diferenças em São Paulo foram vistas na castanha portuguesa, que no local mais barato custa R$ 78,90 o quilo e no mais caro R$ 99. A ave chester congelada também variou “pouco” de uma loja para outra. Na mais barata, o quilo custava R$ 29,99, enquanto na mais cara o preço era de R$ 39.
QUANTO CUSTA A CEIA EM CADA CIDADE?
A Proteste também mapeou quanto custaria uma ceia de Natal com os ingredientes mapeados nos lugares mais caros e mais baratos.
A cesta com os menores preços do Rio de Janeiro custaria R$ 507,70. Já a com os maiores custos sairia por R$ 923,14, uma diferença de 82%, ou R$ 415,45.
Em São Paulo, a cesta com os menores preços teria um valor de R$515,61, enquanto a mais cara custaria R$ 872,66. Isso representa uma variação de 69% ou uma economia de até R$ 357,05, apenas optando por levar marcas mais baratas.
Valor Investe

