Homem é preso por abusar da filha adotiva desde os 12 anos de idade e engravidá-la 

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta segunda-feira (20), um homem de 50 anos, acusado de abusar da filha adotiva, hoje com 16 anos, por quatro anos e engravidá-la, no bairro Alto de Pinheiros, bairro nobre da zona oeste da capital paulista. A polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o suspeito na empresa onde ele trabalhava.

Um teste de DNA encomendado pela família já teria atestado a paternidade, mas a polícia ainda irá realizar um exame oficial. A investigação está por conta da Delegacia de Defesa da Mulher, de Itapevi (SP). A mãe da jovem, quando descobriu que o pai do bebê era o próprio marido, o expulsou de casa e o denunciou à polícia. Após o registro da ocorrência, o homem permaneceu foragido.

A delegada Francini Ibrahin conta que a menina foi adotada pelo casal quando tinha apenas 7 anos. A menina relatou que os abusos começaram já naquela época. Aos 12 anos, se tornaram mais frequentes. Aos 15, ela acabou engravidando do estuprador.

— A mãe disse que sabia que o pai adotivo cuidava demais da filha, mas nunca suspeitou que esse “cuidar demais” era relativo a um abuso sexual — disse a delegada.

A mãe da vítima, que é enfermeira, precisou ser socorrida pelo Samu e foi levada ao hospital em que trabalha. Na unidade, ela relatou à sua superiora o caso. O Conselho Tutelar e a Polícia Militar foram acionados, e o registro do caso se deu na Delegacia da Mulher de Itapevi, em 8 de fevereiro.

Iniciadas as investigações, a delegada solicitou que fosse expedido o mandado de prisão preventiva, aceito pela Justiça no dia 3 de março e cumprido nesta segunda-feira. Também de acordo com a Polícia Civil, o suspeito diz que cometeu os abusos em razão da “ausência sexual” da esposa.

O homem foi levado à DDM de Itapevi, onde o caso está sendo investigado como estupro de vulnerável.

A denúncia será levada ao Ministério Público, e o criminoso deverá sofrer uma ação penal.

Menina atribuiu paternidade ao namorado

De acordo com a delegada Francini Ibrahin, responsável pelo caso, a filha havia começado a namorar um garoto da sua escola. Alguns meses depois, ela descobriu que estava grávida e contou à mãe que o namorado era o pai. A mãe, filha e o pai moravam no bairro Jardim Gabriel, em Jandira, na região metropolitana de São Paulo.

A mãe percebeu que a data do início do namoro e da descoberta da gravidez não coincidiam. Então, pediu à filha que fizesse um teste de DNA, que comprovou que o namorado não seria então o pai.

Somente após o nascimento do bebê, quando a mãe e a filha foram registrar o nome da criança no cartório, é que a vítima falou sobre os abusos por parte do pai adotivo.

Ibrahin revela ainda que a adolescente, por medo, escondeu o verdadeiro nome do pai de seu bebê e chegou a dizer que a criança era filha do então namorado. A mãe da jovem começou a desconfiar da versão contada por ela, no entanto, ao fazer as contas dos dias de gestação.

— A menina estava namorando, era o primeiro namoradinho dela. Ela disse que havia sido o namorado (quem a tinha engravidado), mas as datas não batiam. Então, durante uma conversa com a mãe, ela acabou revelando quem era o verdadeiro pai.

Depois, o pai adotivo ainda enviou áudios para a então esposa para se desculpar. Segundo a investigação, o homem disse que “era um safado, que a menina não tinha culpa e que ele era o culpado” e pediu perdão.

fonte: A.G